O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) aumentou a pena de uma advogada condenada por envolvimento com uma organização criminosa que atua no Estado. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público. Agora, a advogada Mona Lisa Amélia Albuquerque de Lima terá de cumprir pena de 7 anos e 6 meses de reclusão, com início em regime fechado, além de 26 dias-multa. Antes, a pena dela era de 4 anos, 9 meses e 5 dias de reclusão, com início no semiaberto.
De acordo com o MP, a advogada levava e trazia recados de integrantes de uma facção criminosa. Ela seria a ponte entre os presos e os que estavam fora da cadeia. Também foram condenados dois homens acusados de liderar uma facção criminosa. Orlando Vasco dos Santos teve a pena aumentada de 6 anos, 5 meses e 23 dias de reclusão para 10 anos, 3 meses e 24 dias de reclusão, em regime fechado. Já Erasmo Carlos da Silva Fernandes teve a pena aumentada de 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão para 8 anos e 9 meses de reclusão, em regime fechado.
Para o MPRN, a fração aplicada pelo magistrado na primeira sentença não correspondia à gravidade das condutas criminosas. A investigação sobre o envolvimento dos três com uma organização criminosa que atua dentro e fora de unidades prisionais potiguares começou em julho de 2021. O MPRN apurou que a advogada abusou das prerrogativas inerentes ao ofício advocatício, realizando a comunicação entre líderes faccionados presidiários e os demais integrantes da organização em liberdade.
Segundo as investigações, os presos repassavam mensagens relativas às atividades criminosas e, assim, garantiriam o regular funcionamento do grupo com a prática de diversos crimes. AGORA RN
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