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28 janeiro 2024

ICMS SOBEM EM 9 ESTADOS E NO DISTRITO FEDERAL PODE IMPACTAR ALIMENTOS E COMBUSTÍVEL

REDAÇÃO ITAJÁ TV

Nove estados brasileiros e o Distrito Federal aprovaram o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o que pode refletir nos preços da gasolina e dos alimentos.

O reajuste do imposto foi aprovado na Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia e Tocantins.

Confira os reajustes por estado:

·         Bahia: 19% para 20,5%

·         Ceará: 18% para 20%

·         Distrito Federal: 18% para 20%

·         Maranhão: 20% para 22%

·         Paraíba: 18% para 20%

·         Paraná: 19% para 19,5%

·         Pernambuco: 18% para 20,5%

·         Rio de Janeiro: 20% para 22%

·         Rondônia: 17,5% para 19,5%

·         Tocantins: 18% para 20%

Aumento dos combustíveis

Diferente do que acontece com os produtos e serviços, a tarifa no combustível é ad rem. Isso significa que a cobrança é realizada com valor único que incide sobre a quantidade de litros.

A alíquota fixa do ICMS terá aumento a partir de 1º de fevereiro. O preço do litro da gasolina sairá de R$ 1,22 para R$ 1,37 e o do diesel e biodiesel terá um aumento de R$ R$ 0,12, passando de R$ 0,94 para R$ 1,06.

“No caso do ICMS, por uma decisão do Confaz [Conselho Nacional de Política Fazendária], a alíquota fixa do imposto sobre a gasolina e etanol passará de R$ 1,22 centavo para R$ 1,37 centavo a partir de fevereiro, ou seja, um aumento significativo referente à pressão por parte dos impostos”, explica Renan Silva, professor de economia do Ibmec Brasília.

Apesar do aumento no ICMS em todos os estados, no tocante aos combustíveis o presidente do Corecon-DF, César Bergo, destaca que os preços da gasolina e do etanol também podem sofrer influência da logística de distribuição.

“O que difere e acaba impactando o preço dos combustíveis nos estados é a mistura do álcool e da gasolina, porque varia de preço de estado para estado. E tem também as questões de frete, o distanciamento dos centros de produção. Então vai ter estado que vai estar mais caro em função disso”, enfatiza César Bergo.

Reajuste dos alimentos

Quanto aos alimentos, o ICMS varia de acordo com o estado e o tipo de produto. No entanto, o consumidor final é afetado pelo aumento da alíquota em decorrência da cadeia de produção, como o frete.

César Bergo ressalta que os preços dos alimentos podem sim ser impactados, no entanto, não é possível traçar uma métrica, uma vez que é necessário avaliar a incorporação da nova alíquota ao mercado. “Uma alíquota que você aplica sobre o preço, então acaba tendo esse impacto”.

Os produtos da cesta básica, por exemplo, podem apresentar um percentual diferente. No Distrito Federal esses itens possuem uma alíquota mínima de 7%, que valerá até 2027. Nesta lista estão incluídos arroz, leite, café e outros tópicos essenciais.

Tentativa de reajuste

A Assembleia Legislativa de Goiás aprovou, no final do ano passado, o projeto de reajuste de 17% para 19%. O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) defendeu que o aumento seria uma reação a uma possível queda na arrecadação causada pela reforma tributária.

Metrópoles procurou o governo de Goiás, que afirmou que o texto ainda não foi sancionado e a promulgação se dá pela Mesa Diretiva da Assembleia.

A Alego foi questionada sobre o aumento do ICMS, mas não respondeu se o valor será reajustado ainda neste ano.

Na contramão das demais unidades da Federação, a Assembleia Legislativa de Rondônia aprovou o projeto que reduz a alíquota do ICMS de 21% para 19,5%.

Culpa do populismo

O reajuste da alíquota do ICMS nos estados se dá como um reflexo da aprovação da reforma tributária, do governo federal, no ano passado. Segundo o Ministério da Fazenda, a proposta irá simplificar o sistema tributário brasileiro.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, declarou em novembro do ano passado que o reajuste do ICMS nos estados é um reflexo do “populismo” adotado pela gestão de Jair Bolsonaro (PL).

“Os governadores foram afetados por medidas populistas no meio do ano passado [2022], que foram as leis complementares que tomaram deles o ICMS sobre os combustíveis. Tomaram na mão grande. Ninguém [os governadores] ali participou disso”, disse o ministro. “Aquilo era populismo barato para tentar ganhar voto e ameaçar o processo democrático”, completou.

A reforma tributária substitui os tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS pelo Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), um dos temas de conflito entre os governos federal e estaduais.

O ICMS e ISS terão uma redução gradativa, de 2029 a 2032. A intenção do Executivo é apresentar propostas para evitar uma perda na arrecadação dos estados.


Metrópoles


CRIMINOSOS ROUBAM COROLLA EM AREIA BRANCA E ABANDONAM O VEÍCULO NA ZONA RURAL DE MOSSORÓ

REDAÇÃO ITAJÁ TV

A Polícia Militar localizou na manhã deste domingo 28 de janeiro, no Sítio Passagem de Pedras, zona rural de Mossoró um carro do tipo Corolla que estava abandonado, naquela comunidade

O veículo havia sido tomado de assalto na Praia de Upanema em Areia Branca na região da Costa Branca do Rio Grande do Norte. Após o roubo os elementos fugiram sentido Mossoró.

Após denúncias de populares, que comunicaram a existência do veículo ao COPOM, uma viatura da PM doi ao local e localizou o carro que foi conduzido à Delegacia de Plantão. Fim da linha 


MENOS DE 8% DAS CIDADES BRASILEIRAS TÊM LEIS DE ANTENAS ADPTADAS A 5G

REDAÇÃO ITAJÁ TV

Presente em mais de 3 mil municípios e beneficiando 140 milhões de brasileiros, a tecnologia 5G enfrenta um entrave para a expansão. A falta de legislações atualizadas impede a instalação da infraestruturanecessária para a melhoria do sinal.

Segundo levantamento da Conexis Brasil Digital, entidade que reúne as empresas de telecomunicações e de conectividade, apenas 399 dos municípios brasileiros (7,16% do total) atualizaram as leis de antenas locais à tecnologia 5G. O problema afeta inclusive grandes cidades. Quatro capitais – Belo Horizonte, Fortaleza, Natal e Recife – não adaptaram a legislação de telecomunicações ao 5G, embora tenham esse tipo de sinal.

Entre as cidades do interior e de regiões metropolitanas de mais de 500 mil habitantes, oito não têm legislação adequada ao 5G: Aparecida de Goiânia, Campinas, Contagem, Guarulhos, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Serra e Vila Velha.

O levantamento analisou tanto as cidades que aderiram as leis locais à Lei Geral de Antenas (LGA) quanto os municípios que adequaram a essa legislação, mas ainda não adaptaram a norma à instalação de infraestruturas de telecomunicações.

Quanto aos municípios com mais de 500 mil habitantes, a Conexis Brasil Digital informou que 12 têm leis adequadas ao 5G e seis atualizaram a legislação à Lei Geral de Antenas, mas ainda precisam adaptar a lei para a instalação de infraestruturas.

Nas cidades entre 200 mil e 500 mil habitantes, a situação piora. De 101 municípios nessa categoria, 53 não adaptaram as leis à LGA, 15 atualizaram, mas precisam revisar a legislação e 33 estão com leis preparadas para o 5G.

Mesmo com a demora, houve avanços. O total de municípios que adaptaram as leis locais à LGA saltou de 347 em 2022 para 573 no ano passado, alta de 65%. Desse total, no entanto, 174 localidades precisam adequar a legislação à tecnologia 5G.

Potencial

Segundo a Conexis Brasil, que gerencia o projeto Conecte 5G, a existência de leis municipais que facilitem a instalação de antenas, com regras claras e licenciamento ágil, resulta na atração de investimentos, ao oferecer mais segurança jurídica para as operadoras. Diferentemente das tecnologias 3G e 4G, o sinal 5G não exige a instalação de torres, com as antenas podendo ser instaladas no topo de prédios e interferindo pouco na paisagem urbana.

Apesar dos entraves legislativos, a cobertura do 5G no Brasil supera as metas estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Atualmente, a tecnologia está disponível em todas as cidades com mais de 500 mil habitantes e na maior parte dos municípios com mais de 200 mil habitantes. O edital original do 5G estipulava a universalização do 5G nas cidades com mais de 500 mil moradores até julho de 2025 e nas localidades com mais de 200 mil habitantes até julho de 2026.

Mesmo com a superação da meta, a Conexis Brasil informa que a demora reduz o potencial da tecnologia 5G. Isso porque a digitalização da economia exigirá mais antenas que a rede atual. Nas capitais que não adequaram a legislação, as operadoras enfrentam problemas para instalar as infraestruturas necessárias.


CORREÇÃO: DOIS VAQUEIROS MORREM NO RN EM UMA VAQUEJADA ENTENDA COMO?

REDAÇÃO ITAJÁ TV

Um homem, identificado como Vitor Costa, foi morto a tiros em uma vaquejada em Santo Antônio, interior do Rio Grande do Norte, neste domingo 28.

Vitor Costa, estereiro do evento (batedor de esteira), foi assassinado enquanto se afastava do barulho para atender um telefonema. Não havia histórico de ameaças contra Vitor, levando a especulações de que o crime possa ter sido um equívoco, já que ele não tinha inimigos conhecidos.

Durante a mesma vaquejada, Marquinhos de Várzea, que estava na fase de classificação no Parque Maria Salete, passou mal e precisou ser socorrido. A equipe de primeiros socorros percebeu a gravidade da situação, agiu rapidamente e transferiu o homem para o hospital em uma ambulância. O vaqueiro não resistiu e morreu no caminho.


NOTÍCIA TRISTE: MORRE YASMIM SILVA, 17 ANOS BALEADA EM NOVEMBRO POR UM EMPRESÁRIO DA CIDADE

REDAÇÃO ITAJÁ TV

Faleceu a adolescente Yasmim Silva, de 17 anos, em decorrência de uma tentativa de chacina ocorrida no dia 03 de novembro de 2023 na cidade de Jucurutu, região Seridó do Rio Grande do Norte.

Yasmim vinha lutando pela vida em um hospital na capital do Estado, mas infelizmente perdeu a luta neste sábado e familiares já confirmaram a triste notícia. Sepultamento ainda não foi divulgado.

O acusado neste crime é o empresário Flavinho da Net, que está preso no Pereirão, em Caicó. Ele acusou a mãe de Yasmim de vender ouro em excesso para sua esposa e armada na casa da mãe e filha.


CRIMINOSOS TENTAM APLICAR ''GOLPE DO IPVA'' E EXTORQUIR VÍTIMAS COM SITE FALSO DO DETRAN-RN

REDAÇÃO ITAJÁ TV

Circula na Internet uma tentativa de golpe para pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) com desconto inverídico na cota única. Os criminosos também criaram um link falso do Detran para pagamento do imposto.

O Detran-RN reforça que “Os acessos às informações e débitos de veículos cadastrados no estado do Rio Grande do Norte é feito pelo Portal de Serviços do Detran/RN (https://portal.detran.rn.gov.br/#/servicos/home). Qualquer informação o usuário deve buscar no Portal.”

Além do link, os criminosos criam logomarca e site falsos. A logo apresentada no site criado aparece com detalhe vermelho, na logo original do Detran-RN, toda a arte aparece em azul.


PETROBRAS CONCLUI PERFURAÇÃO DE POÇO NA MARGEM EQUATORIAL, NO RN

REDAÇÃO ITAJÁ TV

A Petrobras anunciou oficialmente nesta sexta-feira (26) a conclusão bem-sucedida da perfuração do poço exploratório de Pitu Oeste, localizado no litoral do Rio Grande do Norte, na Margem Equatorial. Iniciados há pouco mais de um mês, os trabalhos resultaram na identificação da presença de hidrocarboneto, informação prontamente comunicada à Agência Nacional de Petróleo (ANP). Agora, a empresa está focada na avaliação da viabilidade econômica do produto descoberto.

Este poço faz parte da concessão BM-POT-17, situando-se em águas profundas a 52 km da costa do estado potiguar. A estatal assegura que a perfuração foi realizada com segurança, seguindo protocolos rigorosos de operação em águas profundas. Em comunicado, a Petrobras destacou o respeito à população e ao meio ambiente local durante o processo.

O próximo passo da Petrobras está programado para fevereiro, quando iniciará a segunda perfuração no poço Anhangá, pertencente à concessão POT-M-762. Este poço encontra-se a 79 quilômetros da costa do Rio Grande do Norte, nas proximidades do poço Pitu Oeste. Estão planejados estudos complementares para coletar informações geológicas, avaliar o potencial dos reservatórios e planejar as próximas atividades exploratórias.

A região da Margem Equatorial, que se estende do litoral do Rio Grande do Norte ao Amapá, englobando as bacias hidrográficas da foz do Rio Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar, é considerada estratégica pelo setor de óleo e gás.

Investimentos e Desafios Ambientais

No Plano Estratégico 2024-2028, a Petrobras prevê um investimento significativo de US$ 3,1 bilhões em pesquisas na Margem Equatorial, com a expectativa de perfurar 16 poços ao longo de quatro anos. Contudo, a exploração das reservas, especialmente nas proximidades da foz do Rio Amazonas, enfrenta críticas de grupos ambientalistas devido ao potencial risco de impactos à biodiversidade.

Os trabalhos na Bacia Potiguar contam com a aprovação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). As licenças de operação para a perfuração dos poços de Pitu Oeste e Anhangá foram obtidas em outubro de 2023, sinalizando o compromisso da Petrobras com a conformidade regulatória e ambiental.


GALINHA PÕE OVO COM FORMATO DIFERENTE E CHAMA ATENÇÃO DE AGRICULTORA NO INTERIOR DO RN

REDAÇÃO ITAJÁ TV

A agricultora Edite Agostinho da Silva teve uma surpresa nesta semana ao entrar no galinheiro que fica no quintal da casa dela no município de Pedra Grande, no interior do Rio Grande do Norte. Uma das galinhas pôs um ovo num formato diferente, que ela e a família nunca tinham visto.

“Quando eu fui botar comida para as galinhas, cheguei perto da vasilha da água, ela se agachou e soltou. Eu chamei a minha menina [filha] para olhar. A gente nunca tinha visto”, relatou a agricultora.

A família de Edite achou o formato do ovo parecido com os traços de um pato. A textura também saiu diferente de um ovo “normal”.

Pesquisador explica

De acordo com o professor e pesquisador do departamento de medicina veterinária da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) Iberê Freitas o fato é raro e pode estar associado a questões nutricionais ou até genéticas.

“Pra isso, é preciso ver se foi a primeira vez, se já teve outras deformidades”, explicou.

Segundo a agricultora Edite Agostinho, essa foi a primeira vez que ela viu um ovo nesse formato em vários anos de criação. A agricultora contou também que alimenta as galinhas com milho e restos de comida das refeições.

Algumas especificidades do Rio Grande do Norte podem ter afetado na má formação do ovo, segundo o pesquisador.

“Essas deformidades também podem ser salinidade excessiva da água, que aqui na nossa região a gente tem”, explicou.

“E uma coisa muito importante que a gente tem na nossa região é o calor. O calor também altera a casca do ovo, fragilizando e deformando. Então é ficar de olho se isso se repete”.

O professor Iberê Freitas explicou ainda que problemas de saúde nas galinhas, como bronquite infecciosa, podem causar essa deformidade no ovo. Além disso, também recomendou que o ovo não seja consumido, já que a textura dele era diferente.

“A casca é porosa, então pode ter a entrada de contaminantes, toxinas ou mesmo bactérias. A gente não sabe a causa, então não se deve consumir”, reforçou.

g1-RN


VAQUEIRO É ASSASSINADO EM VAQUEJADA NO RN E PATRÃO MORRE DE INFARTO AO SABER DA NOTÍCIA

REDAÇÃO ITAJÁ TV

Uma vaquejada realizada no município de Santo Antônio-RN terminou de forma trágica neste domingo.

De acordo com relatos de testemunhas, o primeiro a morrer foi o jovem de nome Vitor Costa, estereiro (batedor de esteira). O rapaz se afastava do barulho de som para atender um telefonema quando foi alvejado a tiros por desconhecidos.

Ainda baseado em relatos de testemunhas, o blog tomou conhecimento que o companheiro e patrão de Vitor, identificado como Marquinhos de Várzea, faleceu vítima de infarto logo em seguida ao saber da notícia de morte do companheiro vaqueiro.

Ainda de acordo com os relatos que chegaram para o blog, Vitor não tinha inimigos e nem havia histórico de ameaças contra o mesmo, o que leva a crer que o crime possa ter ceifado a vida de um inocente, ou seja, mataram o vaqueiro por engano.

Um amigo das vítima disse à polícia que Vitor Costa foi visto no parque de vaquejada com um cara que tem a mesma estatura e aparência física do jovem, e que tem passagem pela polícia por crime de homicídio. Com essa informação acredita-se que seria esta pessoa o alvo dos tiros


Jair Sampáio 


DEPUTADO E PREFEITO DA GRANDE NATAL SE ENVOLVEM EM CONFUSÃO EM PIRANGI

REDAÇÃO ITAJÁ TV

Durante uma festa de verão em Pirangi, o deputado estadual Luiz Eduardo (Solidariedade) agrediu fisicamente o prefeito de Ceará-Mirim, Júlio César (PSD), com garrafadas e socos, causando tumulto entre os presentes na noite deste sábado 27.

Testemunhas relatam que a agressão aconteceu de maneira abrupta, sem provocação visível. Uma pessoa presente no local descreveu: “De repente, ele veio e agrediu; os dois caíram no chão. Foi difícil apartar”.

Luiz Eduardo e Júlio César são adversários políticos reconhecidos na região do Mato Grande. O motivo da briga ainda não foi esclarecido, mas as autoridades locais estão investigando o incidente e conduzirão as diligências necessárias para apurar responsabilidades.


Novo Notícias


CONVERSÕES PARA O GNV CAEM 45,3% NO RN; DESINSTALAÇÕES CRESCEM 56,2%

REDAÇÃO ITAJÁ TV


 O segmento de Gás Natural veicular (GNV) do Rio Grande do Norte vive uma crise – uma das piores da história, conforme fontes do setor ouvidas pela reportagem – em razão do aumento no preço do combustível nos últimos anos. De acordo com dados do Detran-RN e da Potigás, distribuidora de Gás Natural no Estado, o número de instalações do sistema, que inclui a adesão ao chamado kit de conversão, caiu de 3.130 em 2022 para 1.711 no ano passado – redução de 45,33%. Por outro lado, as retiradas do kit GNV tiveram alta de 56,25% no mesmo período (passaram de 512 em 2022 para 800 em 2023, ou seja, 288 exclusões a mais).


Com a escalada, as oficinas de instalação e inspeção de GNV sentiram o impacto. Conforme relatos colhidos pela TRIBUNA DO NORTE, em algumas delas, a procura pelo serviço reduziu em até 80%. As perdas de receita, consequentemente, seguem o mesmo patamar. José Antônio Rodrigues mantém três lojas de instalação no Rio Grande do Norte – duas em Natal e uma em Parnamirim. Ele conta que, em uma única oficina, até o início de 2022, fazia, em média, de 15 a 20 instalações por semana. Em dezembro passado foram apenas seis durante o mês inteiro. O impacto da fuga de clientes é observado no faturamento e no quadro de funcionários.


“Em cada uma das lojas eu tinha um faturamento médio mensal de R$ 300 mil. Hoje, não consigo faturar mais de 80 mil”, conta Rodrigues que, além de instalação, oferece o serviço de manutenção de veículos movidos a GNV, o que ajuda a manter o movi-mento nas oficinas. Com a baixa pro-cura, o quadro de funcionários também foi afetado. “Atualmente tenho quatro colaboradores na loja de Nazaré (antes eram nove), dois na [unidade da] Mor-Gouveia (antes eram cinco) e dois em Parnamirim (antes eram quatro)”, detalha.


Na oficina de Washington Viana, no bairro de Dix-Sept Rosado, na zona Oeste da capital, a situação também é preocupante, segundo ele. Viana atua no ramo há cerca de 20 anos e, portanto, afirma convicto: “Nós nunca passamos uma fase tão ruim quanto a que estamos agora”. Ele conta que as instalações semanais reduziram algo em torno de 25 para três, no máximo. “Tem semanas que a gente não faz nenhuma”, revela. O impacto no rendimento da loja foi imediato, conforme ele afirma.


“Nosso receita caiu de 70% a 80%. Estou em negociação com o banco, credores, fornecedores e até mesmo com o proprietário do imóvel, que é alugado, para contornar a crise. Não está fácil”, desabafa. Washington Viana conta que os serviços de manu-tenção, por enquanto, garantem algum respiro. Mas o temor é que daqui a um tempo nem isso seja mais suficiente para abrandar a crise. “Na terça-feira (16), eu liberei cinco orçamentos para retirada de equipamento. Esse é o pior termômetro que o sistema pode mostrar. As retiradas têm aumentado substancialmente aqui na loja (algo em torno de 20% a 30%)”, descreve.


A exemplo de José Antônio Rodrigues, o quadro de colaboradores da empresa de Viana sentiu os efeitos e precisou de cortes. “No pico das instala-ções, que ocorreu bem no período em que o preço da gasolina aumentou muito, nós tínhamos oito colaboradores e hoje estamos apenas com três”, afirma Washington Viana. A baixa procura por instalações atinge, ainda, quem trabalha com inspeção veicular.


É o caso de Cida Fernandes, que destrincha em números os impactos da escalada de preços do GNV. “Trabalho no segmento há cinco anos e 2023 foi o ano com menor taxa de inspeção realizada desde então. Até 2022, nós fazíamos um média de 900 carros/mês. No ano passado, a gente não conseguiu passar de 600/mês. E o nível de retirada de GNV também foi o maior desses cinco anos, principalmente para o pessoal do interior, onde os preços estão ainda mais altos”, pontua.

Empresas reclamam da falta de incentivos para o consumo

Para as fontes ouvidas pela reportagem, faltam incentivos para o consumo do Gás Natural Veicular (GNV) no Rio Grande do Norte. A isenção ou redução de tributos seria uma saída, a exemplo do que ocorreu com a alíquota modal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a gasolina em 2022. José Antônio Rodrigues, proprietário da GNV Auto Center, reclama da falta de estímulos ao setor. Segundo ele, há omissão por parte do Governo do Estado, o que agrava ainda mais a situação.


Rodrigues conta que chegou a procurar o Executivo estadual para dialogar sobre melhorias para o segmento, mas reclama que até hoje não há iniciativas de incentivo. “O papel do Governo do Estado é fundamental, porque é ele quem determina as alíquotas de imposto, isenções e benefícios. Nós temos sofrido bastante por falta de uma política estadual para o GNV. Há dois anos fizemos um mo-vimento intenso com o setor, inclusive, com audiências na Assembleia Legislativa, conversamos com a Secretaria de Tributação (SET-RN) e com a Potigás para explicar nossa situação, mas até agora o Governo nunca se posicionou de forma a mudar esse cenário”, afirma.


“Enquanto isso, a gente segue amargando prejuízos”, reclama Rodrigues, em seguida. Cida Fernandes, da RN Inspeções, pontua que a opção é uma só: reduzir os preços para o consumidor. “É preciso diminuí-los na bomba e conceder incentivos, com redução de ICMS para os instaladores e de IPVA para o consumidor. Essas medidas, com certeza, iriam nos ajudar muito”, assegura. De acordo com Washington Viana, da Auto Seis Gás Natural, o RN poderia seguir o exemplo de outros estados, que adotaram medidas importantes para estimular o setor.

“Rio e Paraná garantem descontos de 70% no IPVA para o carro com GNV. Pernambuco começa agora em 2024 a oferecer isenção de 50%. Mas, claro: o principal é o valor do metro cúbico, que tem que baixar. É insustentável trabalhar com gás assim. Nós convertedores só estamos funcionando por causa da manutenção, uma vez que ainda existe muito carro com GNV instalado. Há uma demanda importante, mas a gente não vê interesse em reverter o quadro atual”, analisa Viana.

 

Procurado, o Governo do RN se pronunciou por meio da Potigás, única distribuidora de gás natural do RN e que tem como sócio majoritário o Executivo estadual. Em nota, a Companhia disse trabalhar na elaboração de um estudo que deverá ser apresentado ao Governo, para descontos na alíquota do IPVA, direcionado aos usuários de GNV. “Queremos iniciar essas tratativas já no mês de fevereiro”, informou a Potigás. A empresa não deu detalhes sobre o estudo ou prazos para a implantação de prováveis medidas, uma vez que, conforme explicou, as análises ainda estão em fase de finalização.

A Potigás disse ainda que está “empenhada em estimular o uso de GNV e tem feito isso através de promoções como a campanha ‘Vai no gás com bônus de R$1.500’, [que teve início em outubro do ano passado e encerrou-se dois meses depois, em dezembro]. com o objetivo de incentivar as conversões de veículos”. Segundo a empresa, a campanha está em fase de planejamento para uma nova edição em 2024. A Potigás destacou que, apesar das mudanças, o GNV ainda é o combustível mais vantajoso para os usuários.

“Em comparação com a gasolina, a economia está em 32%; em paralelo ao etanol, esse percentual sobe para 35% [por conta da capacidade de quilometragem]. Traduzindo em quilômetros, com R$ 50 reais você percorre 125 km com GNV, 85 km com gasolina e 82 com etanol”, explicou a Companhia.

Em um ano, valor do GNV para revenda subiu 32%

O preço do metro cúbico do GNV repassado aos postos de combustíveis do Rio Grande do Norte pela Potigás registra aumentos quase que sucessivos há um ano. Em janeiro de 2022, conforme histórico do sistema tarifário disponível no site da Companhia, o valor do m³ repassado era de R$ 2,93. Desde então, não houve nenhuma redução do produto para as bombas. O ano de 2024 começou com mais um reajuste para o setor, cujo metro cúbico saiu de R$ 3,42 em outubro de 2023, para R$ 3,88 neste mês de janeiro.


No acumulado de um ano, portanto, a alta é de 32,42%. Levando-se em conta apenas os meses de dezembro de 2023 e janeiro atual, o aumento é de 13,45%. A Potigás explicou que as altas ocorrem quando os valores são reajustados pelos fornecedores e que o mais recente aumento se dá em razão de a Companhia ter começado a pagar “34% mais caro pelo gás natural que adquire junto aos produtores”. Segundo a empresa, a PetroReconcavo, principal fornecedora de gás reajustou o valor do metro cúbico de R$ 1,12 para R$ 2,20. O aumento verificado nos postos este mês foi de quase 9% (abaixo dos 13% repassado para reveda), segundo levantamento da TRIBUNA DO NORTE e também de acordo com a última pesquisa do Procon nos postos de abastecimento de Natal.


O presidente do Sindipostos-RN, Maxwell Flor, informou não ser possível prever se novos aumentos virão para o consumidor, uma vez que o reajuste nas bombas tem sido inferior ao aumento do valor repassado às revendedoras. Os usuários, no entanto, estão na expectativa de que os preços possam recuar. Este aspecto, ligado aos custos para instalação e retirada do GNV fazem com que alguns condutores optem por manter o uso do gás natural. “Mantenho o GNV porque existe um custo de instalação, que é de R$ 4 mil, em média. Então, não será viável retirar o equipamento, tendo em vista a expectativa de que o preço seja reduzido, como espero que aconteça em breve, a partir de uma redução de tributos”, diz o motorista Anderson Linhares.

“Tenho dois carros. Em um deles uso GNV porque faço viagens para o interior e ele permite rodar mais. Não retirei a instalação ainda por causa dos gastos com conversão e exclusão e quero manter porque tenho esperança de o preço baixar”, comenta o taxista Rosemberg Barbalho.

NÚMEROS

Instalações de GNV
2022 3.130
2023 1.711
Redução de 45,33%

Retiradas do sistema GNV
2022 512
2023 800
Alta de 56,25%
Fontes: Detran-RN e Potigás

Preço para revenda do m³ do GNV
2023
Janeiro R$ 2,93
Fevereiro R$ 2,94
Março R$ 2,97
Abril R$ 3,06
Agosto R$ 3,54
Outubro R$ 3,42
2024
Janeiro R$ 3,88

Fonte: Potigás




LULA DESISTE DE EMPLACAR MANTEGA COMO CEO DA MINERADORA VALE

REDAÇÃO ITAJÁ TV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desistiu de emplacar o ex-ministro da Fazend Guido Mantega como CEO da mineradora Vale. Lula vinha se movimentando para levar Mantega ao comando da empresa ou no seu Conselho de Administração.


Mantega deve divulgar uma carta firmando que abre mão de ocupar um cargo na empresa.


Integrantes do governo afirmam esperar que a desistência de Lula seja entendida entre os acionista da empresa — que é privada —, que será preciso escolher outro nome como CEO no lugar de Eduardo Bartolomeo, que ocupa o posto atualmente. O governo não concorda com a manutenção de Bartolomeu.
Desde o início do atual mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, no ano passado, conversas de bastidores apontam que o presidente gostaria de emplacar o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega na presidência da Vale. Nas duas últimas semanas, o Planalto voltou à carga com a ideia, mas a influência do governo na mineradora diminuiu em relação ao que era nos governos anteriores do PT.


Na quinta-feira (25), o presidente usou as redes sociais para criticar a empresa, cujo Conselho de Administração tem que decidir até o fim deste mês se reconduz o atual presidente da empresa, Eduardo Bartolomeo, ou abre um processo para contratar um novo executivo como CEO.


Lula gostaria que o substituto fosse Mantega, mas o nome dele não é bem-visto entre os sócios privados da empresa e investidores no mercado.


A principal mudança na correlação de forças na Vale se deu no fim de 2020. A empresa, uma das maiores mineradoras do mundo, passou por uma reestruturação societária e se tornou uma corporação (corporation, como preferem os analistas de mercado), ou seja, uma companhia aberta de capital pulverizado, sem um controlador definido. Nenhum dos sócios tem poder suficiente para, sozinho, dar as cartas na mineradora, privatizada em 1997.


Essa reestruturação encerrou o acordo de acionistas que deu as cartas na companhia por pouco mais de 20 anos, após sua privatização.


Esse acordo acomodava os interesses dos sócios privados, o banco Bradesco e o conglomerado japonês Mitsui, com os do governo – que manteve participações relevantes via BNDES e fundos de pensão de estatais, com destaque para a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil (BB), e mantém, até hoje, ações especiais com direito de veto em decisões sensíveis, como a venda de minas.


Representado principalmente pelo BNDES e pela Previ no acordo de acionistas, o governo conseguia influir mais diretamente na gestão de Vale, até mesmo na escolha do presidente da empresa, como ocorreu em 2011, quando Roger Agnelli deixou o cargo por pressão do governo Dilma.


Foi substituído por Murilo Ferreira, cujo nome voltou a correr nos bastidores como uma alternativa a Mantega palatável para o governo.


Após o fim do acordo de acionistas e a operação de troca de ações que pulverizou o capital, muita coisa mudou na correlação de forças na Vale. Nos últimos anos, o BNDES zerou sua participação, e a Previ reduziu sua fatia. O poder direto do governo sobre a Vale diminuiu.


A Previ segue como maior acionista da companhia, mas com uma participação direta de 8,7%. A quantidade de votos está longe de ser suficiente para eleger grande número de membros no Conselho de Administração ou de aprovar nomes de presidentes executivos numa assembleia de acionistas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desistiu de emplacar o ex-ministro da Fazend Guido Mantega como CEO da mineradora Vale. Lula vinha se movimentando para levar Mantega ao comando da empresa ou no seu Conselho de Administração.


Mantega deve divulgar uma carta firmando que abre mão de ocupar um cargo na empresa.


Integrantes do governo afirmam esperar que a desistência de Lula seja entendida entre os acionista da empresa — que é privada —, que será preciso escolher outro nome como CEO no lugar de Eduardo Bartolomeo, que ocupa o posto atualmente. O governo não concorda com a manutenção de Bartolomeu.
Desde o início do atual mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, no ano passado, conversas de bastidores apontam que o presidente gostaria de emplacar o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega na presidência da Vale. Nas duas últimas semanas, o Planalto voltou à carga com a ideia, mas a influência do governo na mineradora diminuiu em relação ao que era nos governos anteriores do PT.


Na quinta-feira (25), o presidente usou as redes sociais para criticar a empresa, cujo Conselho de Administração tem que decidir até o fim deste mês se reconduz o atual presidente da empresa, Eduardo Bartolomeo, ou abre um processo para contratar um novo executivo como CEO.


Lula gostaria que o substituto fosse Mantega, mas o nome dele não é bem-visto entre os sócios privados da empresa e investidores no mercado.


A principal mudança na correlação de forças na Vale se deu no fim de 2020. A empresa, uma das maiores mineradoras do mundo, passou por uma reestruturação societária e se tornou uma corporação (corporation, como preferem os analistas de mercado), ou seja, uma companhia aberta de capital pulverizado, sem um controlador definido. Nenhum dos sócios tem poder suficiente para, sozinho, dar as cartas na mineradora, privatizada em 1997.


Essa reestruturação encerrou o acordo de acionistas que deu as cartas na companhia por pouco mais de 20 anos, após sua privatização.


Esse acordo acomodava os interesses dos sócios privados, o banco Bradesco e o conglomerado japonês Mitsui, com os do governo – que manteve participações relevantes via BNDES e fundos de pensão de estatais, com destaque para a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil (BB), e mantém, até hoje, ações especiais com direito de veto em decisões sensíveis, como a venda de minas.


Representado principalmente pelo BNDES e pela Previ no acordo de acionistas, o governo conseguia influir mais diretamente na gestão de Vale, até mesmo na escolha do presidente da empresa, como ocorreu em 2011, quando Roger Agnelli deixou o cargo por pressão do governo Dilma.


Foi substituído por Murilo Ferreira, cujo nome voltou a correr nos bastidores como uma alternativa a Mantega palatável para o governo.


Após o fim do acordo de acionistas e a operação de troca de ações que pulverizou o capital, muita coisa mudou na correlação de forças na Vale. Nos últimos anos, o BNDES zerou sua participação, e a Previ reduziu sua fatia. O poder direto do governo sobre a Vale diminuiu.


A Previ segue como maior acionista da companhia, mas com uma participação direta de 8,7%. A quantidade de votos está longe de ser suficiente para eleger grande número de membros no Conselho de Administração ou de aprovar nomes de presidentes executivos numa assembleia de acionistas.